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Ajuste de Ritmo pelo Calor

Converta seu ritmo entre condições reais de calor/umidade e uma condição ideal (7,5°C WBGT), a partir de um modelo estatístico construído com dados reais de maratonas ao redor do mundo. Use o modo "ritmo real → ritmo ideal" para saber do que você seria capaz numa prova que rodou no calor, ou "ritmo ideal → ritmo nas condições" para ajustar o pace de um treino ou prova que ainda vai acontecer.

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Sobre a aclimatação ao calor: este ajuste é uma média populacional — o próprio estudo que o embasa reconhece que o estado de aclimatação ao calor de cada atleta não entra no modelo. Quem treina regularmente em calor parecido tende a sofrer bem menos que o estimado aqui (uma meta-análise de protocolos de aclimatação térmica encontrou ganho médio de 5,3% em testes de desempenho contra o tempo após aclimatação). Quem não é aclimatado deve esperar um efeito igual ou pior que o previsto. Mesmo corredores nativos de regiões tropicais, já adaptados ao clima, seguem perdendo desempenho de forma relevante em calor real — a aclimatação atenua o efeito, não o elimina.
Melhor indicado para maratona: os atletas usados para calibrar este modelo levaram entre 2h05 e 3h40 para terminar a prova — um esforço longo o suficiente para o corpo atingir equilíbrio térmico. Em provas curtas (5km, 10km) ou treinos intervalados, o tempo de exposição ao calor é bem menor e o efeito real tende a ser mais brando do que o indicado aqui.

Referências

  1. Mantzios, K., Ioannou, L. G., Panagiotaki, Z., Ziaka, S., Périard, J. D., Racinais, S., Nybo, L., & Flouris, A. D. (2022). Effects of Weather Parameters on Endurance Running Performance: Discipline-specific Analysis of 1258 Races. Medicine & Science in Sports & Exercise, 54(1), 153-161.
  2. Reeve, T., Hodges, G. J., Cheung, S. S., & Tyler, C. J. (2015). The effect of heat acclimation or acclimatisation on exercise performance and capacity in the heat: preliminary meta-analysis data. Extreme Physiology & Medicine, 4(Suppl 1), A122.
  3. Rodrigues Júnior, J. F. C., Mendes, T. T., Gomes, P. F., Silami-Garcia, E., Amorim, F. T., Sevilio Jr, M. N. O., Rossi, F. E., & Wanner, S. P. (2023). Reduced running performance and greater perceived exertion, but similar post-exercise neuromuscular fatigue in tropical natives subjected to a 10 km self-paced run in a hot compared to a temperate environment. PLoS ONE, 18(8), e0290081.

Sobre o modelo

O ajuste vem de uma análise de 1.258 provas de resistência entre 1936 e 2019, incluindo maratonas profissionais ao redor do mundo. A maratona atinge seu melhor desempenho médio a 7,5°C WBGT (um índice que combina temperatura e umidade); acima disso, o desempenho cai cerca de 0,2% por grau WBGT a mais.